Lançada em 1984 e quase inalterada desde então, foi batizada de V-Max pela Yamaha, seus admiradores a chamam
carinhosamente de “Arnold Schwarzenegger” das motos. No universo das motocicletas há alguns modelos dignos de elogio nesse quesito, mas uma em especial merece destaque. Não é apenas um belo desenho, onde vários estilos foram mesclados, mas uma bela mecânica também. Ela se enquadra na categoria das muscle-bikes, ou motos musculosas, porque é forte, imponente, pronta para a briga.Para tirá-la do estado de repouso, há um motorzão de quatro cilindros em V, preto com alguns detalhes em cinza e cromado, ocupando boa parte de seu corpo. Com refrigeração a água, quatro válvulas por cilindro e 1.198 cm³, utiliza transmissão final por cardã e quatro carburadores Mikuni de 35 mm (que deveriam dar lugar a uma injeção eletrônica). Mais que os 102,2 cv de potência, impressiona o torque de 10,1 kgf.m disponÃvel a 3.000 rpm, regime baixÃssimo para uma moto. A embreagem é hidráulica, único modo de obter certa maciez lidando com tanto torque.
O V4 funciona muito bem com o câmbio de cinco marchas, devido à abundância de torque em baixa rotação. Ãrvores de balanceamento visam a que a vibração seja amenizada. Na versão vendida nos Estados Unidos, um sistema de indução batizado de V-Boost se encarrega de incrementar a admissão de combustÃvel nos cilindros a partir de 6.000 rpm, através de uma válvula servo-controlada, garantido sempre os melhores resultados de aceleração. O sistema não existe na V-Max vendida no Brasil, mas ainda assim ela concretiza fielmente o que se propõe: pronta resposta em qualquer regime, até atingir a faixa vermelha do conta-giros.